Empresas de alimentação investem no serviço de delivery saudável

Sócios entregam cestas de frutas frescas ao preço médio de R$ 35.

Empresárias investiram R$ 350 mil para montar delivery de pratos lights.

Pequenas empresas estão apostando no segmento de alimentação saudável e oferecem a entrega de frutas e pratos light no horário de refeição dos funcionários. O negócio alia praticidade com saúde e atrai uma boa freguesia.

O empresário Carlos Alexandre Ribeiro montou um delivery de frutas frescas. Elas são entregues em empresas que querem oferecer um diferencial para os funcionários. Uma idéia comum na Europa, e que começa a ser adotada no Brasil.

Nós servimos frutas já prontas para o consumo, todas pré- higienizadas, justamente para o colaborador apenas pegar a fruta na cestinha. Uma coisa bem mais prática, mesmo”, diz Ribeiro.

Pequenas empresas apostam no segmento da alimentação saudável from Pedidor Delivery on Vimeo.

O negócio é lucrativo, mas trabalhoso. Todos os dias, o sócio Leonardo Stecanella compra as frutas em um centro atacadista de alimentos. “Alguns fornecedores que já são parceiros nossos, já sabem como funciona nossa empresa, já deixam mais ou menos separada a fruta do nosso jeito”, conta.

Na empresa, as frutas passam por uma seleção rigorosa. Ele mostra um lote em que, de quatro maçãs, somente duas foram aprovadas – embora, à primeira vista, pareçam todas iguais.

Nessa maça nós podemos perceber que tem uma marquinha de dedo. Ela também não é tão vermelha quanto essa. Ela é mais barata, mas o cliente também não quer. Além do que, ela é um pouquinho mais fofa. Essa é muito mais crocante do que essa”, explica o empresário.

Para se ter uma idéia, a empresa dispensa 50 % desse tipo de maçã, só por causa de pequenos defeitos. É um custo alto, mas os clientes são exigentes e fazem questão de frutas perfeitas.

Depois de selecionadas, as frutas são lavadas e esterilizadas. Algumas são embaladas em saquinhos; outras, cortadas, em potinhos.

Dá muito trabalho. Não é um mercado para aventureiros. Você tem que se dedicar ao trabalho. A taxa de retorno também demora muito para vir, mas é compensador”, diz Ribeiro.

O preço médio de uma cesta é de R$ 35. Para montar o delivery, o empresário investiu R$ 230 mil. Reformou o espaço e comprou quatro veículos. A empresa entrega 100 cestas por dia, um total de cinco mil frutas. O faturamento é de R$ 80 mil por mês.

A nossa meta é de faturar pelo menos mais do que o dobro do que a gente está faturando hoje”, revela o empresário.

Para a gente é prático, as frutas já vêm higienizadas. Elas já vêm cortadas para o consumo imediato”, diz Vanessa Perez, de uma empresa cliente do delivery há um ano e que recebe, todas as manhãs, cinco cestas de frutas frescas para seus funcionários.

Pratos lights
As empresárias Carolina Carogall e Cacau Mello montaram um delivery de pratos lights. Quem cuida da cozinha é a chef Carol, pós-graduada em gastronomia na Itália. Na empresa, nada de fritura ou açúcar. Tudo é integral e feito com pouco sal.

Há opções como risoto de quinua, frango com mussarela de búfala, arroz integral com strogonofe de shitake. É uma aposta na alimentação saudável para pessoas que não têm tempo.

Ela recebe nossa marmitinha lá no seu trabalho com uma entrada e um prato principal e uma sobremesa”, explica Carolina.

As empresárias investiram R$ 350 mil. Reformaram uma cozinha e compraram equipamentos. Elas começaram oferecendo os pratos para colegas de trabalho. O negócio deslanchou rápido.

A tendência é comer bem e a gente está fazendo isso de maneira diferente. É uma comida saudável feita por uma chefe e embalado com muito charme”, diz Cacau.

Para economizar mais, as empresárias contam com outro ingrediente: a habilidade na cozinha.

A empresa compra em quantidade para pagar mais barato pela matéria-prima, ao mesmo tempo não pode sobrar nada para não aumentar os custos. E aí, nessa engenharia, o segredo da economia é a criatividade das receitas da chefe aqui”, revela Carolina.

O segredo é evitar o desperdício. “Quando eu vou fazer uma salada que eu vou utilizar uma abobrinha, eu preciso de um corte bonito para a minha salada. E vai me sobrar as pontinhas. O que eu faço? Eu faço uma sopa. E isso eu utilizando tanto quanto abobrinha, berinjela, cenoura, para fazer esse reaproveitamento dos meus ingredientes.

Desta maneira, a empresa de Carolina e Cacau reduz o desperdício a menos de 5% dos ingredientes comprados.

O público da empresa adora criatividade. São pessoas da classe A, apreciadoras de inovação e glamour. A embalagem dos pratos é colorida, prática, pode ir ao micro-ondas ou forno, e é entregue em sacolas descoladas.

A cliente Janaína recebe uma todo dia. Ela tem pouco tempo e poucas opções saudáveis para comer onde trabalha. Há um ano, apostou no delivery saudável, e nem pensa em mudar.

A empresa entrega no meu trabalho e aí eu não fico pulando a etapa do almoço e tal, eu me alimento bem”, diz Janaína Venhasque.

Em apenas um ano de funcionamento, a empresa de Carolina e Cacau já entrega mais de 2 mil kits lights e fatura R$ 100 mil por mês. Sinal de que o mercado aprovou a comida e comprou a idéia.

O que a gente quer é ter um crescimento até chegar 30% ao ano, só que mantendo sempre o padrão que a gente optou para a empresa que é uma comida feita artesanalmente, não tirar ainda essa característica da empresa”, comenta Carolina.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/pme

Delivery de frutas – Serviço de alimentação saudável para profissionais em escritórios

Na rotina de quem trabalha em escritório, conseguir se alimentar de forma saudável muitas vezes é uma dificuldade. Carlos Ribeiro, 30, e Leonardo Stecanella, 25, viram nessa carência uma oportunidade de negócio: a entrega de frutas nos locais de trabalho.

Três anos depois de criar o delivery Snack Frutas em São Paulo (SP), a empresa já consegue faturar R$ 80 mil por mês. No segundo semestre de 2011, o negócio cresceu 40%. A meta para o primeiro semestre de 2012 é expandir o faturamento em 60%.

Todos os dias pela manhã, a Snack Frutas leva várias cestas com frutas frescas e lavadas, prontas para o consumo, às empresas. “As cestas contêm bananas, maçãs, pêras e outras frutas da época. São fáceis de serem consumidas e o funcionário pode comê-las enquanto trabalha, sem perda de produtividade”, afirma Ribeiro.

Os pedidos podem ser feitos pelas empresas ou por grupos de funcionários, que firmam um contrato estabelecendo as datas, horários de entrega e quantidade de frutas nas cestas. Não é possível, no entanto, fazer pedidos avulsos. “O cliente nos informa o número de funcionários e nós montamos e sugerimos um cardápio personalizado”, diz.

Modelo de negócio foi adaptado da Europa

Ribeiro afirma que sempre desejou ter um negócio próprio. Ele e o sócio, que cursavam a faculdade de publicidade e propaganda juntos, foram pesquisar e perceberam que na Europa o consumo de frutas estava em crescimento.

Por lá, já existiam empresas que entregavam frutas diretamente nos escritórios e a dupla pensou em adaptar o modelo para o Brasil. “Durante nossa pesquisa, não encontramos ninguém que oferecesse este serviço por aqui. Fomos os pioneiros”, declara.

Planejamento é fundamental

Monte um bom plano de negócios. Estude sobre o segmento no qual deseja entrar e tenha paciência para alcançar os frutos do trabalho”, Carlos Ribeiro, sócio-diretor da Snack Frutas.

Segundo o empresário, já existe uma boa demanda para este serviço, mas ainda falta no mercado empresas especializadas. Em alguns casos, a própria Snack Frutas não consegue absorver os pedidos.

“Um cliente nosso com filial no Rio de Janeiro queria que entregássemos frutas também no escritório de lá. Tentamos um parceiro, mas não encontramos nenhum e a empresa continua órfã deste serviço.”

Empresa cresceu 40% no último semestre

A falta de concorrentes diretos, de acordo com Ribeiro, é um dos motivos que impulsionaram o crescimento do negócio. Já são dez funcionários contratados, na maioria entregadores, e uma frota própria de quatro veículos.

Mensalmente, são entregues, em média, 1.500 cestas de frutas para mais de 30 clientes no centro expandido da capital paulista, o que totaliza cerca de 5.000 frutas distribuídas.

De acordo com Ribeiro, até o final de 2012, a empresa deve atender também a região de Alphaville, em Barueri (SP). “Vamos adquirir mais dois carros para ampliar as entregas.”

Congestionamentos e sazonalidade são dificuldades

Segundo o empresário, o trânsito na capital paulista é um dos principais problemas enfrentados. As entregas são feitas por automóveis e não há a possibilidade de utilizar motoboys.

Outra dificuldade é o clima nas regiões onde as frutas são cultivadas. Se uma seca atingir uma área de cultivo de banana, por exemplo, a Snack Frutas não pode elevar o valor do serviço após a assinatura do contrato.

“Se por algum motivou houver uma elevação no preço das frutas, não posso repassá-lo ao cliente. Neste caso, tenho de arcar com o prejuízo”, afirma.

Mesmo diante de alguns obstáculos, o sócio-diretor diz que já adquiriu know how de mercado e pretende transformar a empresa em uma franquia. “O nosso negócio é frutas e temos de ser especialistas no assunto.”

Fonte: Uol