Oficina Delivery: Serviço proporciona comodidade aos clientes – Atendimento é feito na garagem dos prédios, casas e escritórios – Revisão Geral com check up de 40 itens do carro

Com três meses de existência, a Oficina Delivery foi idealizada pelos sócios Iran Queiroz e Miguel Saraiva, ambos engenheiros mecânicos, com a intenção de proporcionar comodidade aos clientes, já que atende na garagem dos prédios, casas e escritórios, deixando o espaço físico de lado, sem cobrar pelo deslocamento.

“Nossa ideia é que enquanto a pessoa esteja trabalhando, possamos cuidar do seu carro durante a semana, e no fim de semana, ela possa curtir o seu veículo, sem precisar ir a uma oficina, que para muitos não é a coisa mais agradável”, comentou Iran Queiroz, sócio-proprietário da OD, que fez uma ampla pesquisa de mercado sobre o ramo e decidiu por investir na única oficina com esta proposta no Estado.

Como funciona

– O atendimento é feito por um engenheiro mecânico e um mecânico, ambos fardados, em um carro equipado com todo tipo de aparelhagem e ferramentas para auxílio automotivo, totalmente adaptado, com armários e compartimentos apropriados.

O cliente liga, marca com dois dias de antecedência, informando o tipo de serviço que necessita e fornece dados sobre a marca do veículo, motorização, quilometragem, ano e envia por e-mail para a empresa, recebendo em seguida o orçamento. Agenda horário, dia e local.

“Foi uma aposta certa, todos os nossos clientes elogiam o serviço, já que deixamos tudo limpo, como encontramos. É bom deixar o mito de que oficina é sinônimo de sujeira e de graxa, provamos que não é bem assim”, destacou Iran.

Serviços

– Revisão Geral com check up de 40 itens, sistema de direção, carroceria, partida, freio, suspensão, amortecedores, faróis, lâmpadas, troca de óleo e de filtros, troca de filtros de óleo, ar e combustível. Higienização de ar-condicionado, troca de pastilha, revisão de freio, rodízio de pneus, calibragem.

Dependendo do serviço solicitado, o tempo de atendimento pode ser de 2 horas. Iran alerta que por Lei não se pode consertar carro em via pública, por esse motivo e por questão de segurança, a pessoa pode agendar na garagem do apartamento, casa ou escritório, em horário comercial.

Segundo Josiel Ribeiro, mecânico da OD, o desafio é o novo. “Na oficina esperamos o carro chegar, aqui não, a oficina vai até o carro”, disse, lembrando que o seu trabalho tem a mesma qualidade dentro ou fora de uma estrutura fechada. “Nosso serviço facilita a vida do outro, na correria do dia a dia, acredito que seja a melhor opção de cuidar do carro”.

Preços

– Revisão Geral com check up de 40 itens, a partir de R$ 290, incluindo o serviço. Higienização do ar-condicionado, com troca do filtro da cabine, por R$ 120. Troca de disco de freio e pastilha, incluindo o material, a partir de R$350,00. “Depois que atendemos um carro, ele fica no nosso cadastro e acompanhamos todo seu histórico de serviços necessários”, disse Iran, que tem intenção de ampliar o negócio.

Atendimento: segunda a sexta-feira.
Horário: das 8h às 18 horas.
Telefone: (71) 3488-0988
Forma de pagamento: À vista ou até 2x no cartão de crédito

Peça sem sair de casa – Compra digital – A tecnologia mudando as relações de consumo

De modo acelerado, comércio tem absorvido variadas inovações e visto seu antigo DNA se transformar

Já faz algum tempo que o lema “compre e peça sem sair de casa” começou a se popularizar no País. No início, como é natural, houve grande resistência por parte dos consumidores. Mas, aos poucos, os brasileiros foram tomando gosto pela comodidade dos cliques em substituição aos tradicionais carrinhos e sacolas. Cada vez mais consolidado, o comércio eletrônico nacional é, hoje, um setor multibilionário – com crescimentos acima dos apresentados pelo varejo convencional -, e já soma 43 milhões de adeptos. Ainda assim, o espaço para o e-commerce avançar é vasto, já que somente cerca de 10% dos varejistas usam a internet para vender seus produtos. Integração de todos os canais de relacionamento, incorporação de novas tecnologias e melhoria na logística são alguns dos mais relevantes desafios para que o compra digital modifique, ainda mais, as relações de consumo em um futuro breve.

“As inovadoras tecnologias estão criando uma estrutura mais moderna da sociedade, com impactos sobre a compra. O comércio é um processo cada vez mais interativo entre comprador e vendedor, promovendo uma mais rica e intensa experiência de consumo”, avalia Norberto Torres, sócio-diretor da Uniconsult Sistemas, empresa especializada em soluções tecnológicas para e-commerce.

Transformações rápidas

Este nível de interação, cuja intensificação temos acompanhado nos últimos anos, tende a se aprofundar. E, nesse universo, as transformações são mais rápidas do que os nossos olhos podem acompanhar. É só pensar que, há cerca de sete anos, redes sociais eram quase inexistentes no Brasil. Hoje, aqueles que não possuem um perfil no Facebook ou Twitter são considerados exceções, os eremitas do século XXI. Em um passado recente, fazer downloads requeria muita paciência dos internautas. Uma simples música levava horas para ser baixada. Nos tempos atuais, com uma boa banda larga, o download de um filme completo não demora mais que 60 minutos. Tudo isso evolui em um estalar de dedos.

No varejo digital, o processo de evolução frenética é o mesmo. No entanto, persistem grandes limitações, que, com o tempo, devem desaparecer. “Ainda não é possível (por meio do comércio eletrônico), por exemplo, experimentar uma roupa ou sentir o seu material. No entanto, tudo isso vai mudar logo que comecem a introduzir no varejo eletrônico tecnologias de imersão sensorial (que criará realidades virtuais com o uso de hologramas e tridimensionalidade de ambientes e objetos). Ainda se dá pouca importância a isto, mas elas serão de grande importância no futuro”, vislumbra Torres. Segundo ele, de início, as ideias muito inovadoras parecem utópicas ou mesmo sem sentido, como um mero sonho de filme hollywoodiano, mas depois tudo muda.

Limitações

Apesar de grandes metamorfoses tecnológicas pela frente, há ainda problemas ´arcaicos´ com os quais o comércio brasileiro precisa lidar. A automação (presença de computador e emissor fiscal), ainda que crescente, atinge apenas 39,7% dos estabelecimentos no País, segundo estudo da Bematech. De acordo com Felipe Morais, especialista em planejamento estratégico digital e diretor de Novas Mídias da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a “falta de conhecimento sobre internet e o quanto essa ferramenta vai ser essencial para a sobrevivência dos negócios” influencia a falta de incursão de muitos comerciantes neste ramo.