Delivery de frutas – Serviço de alimentação saudável para profissionais em escritórios

Na rotina de quem trabalha em escritório, conseguir se alimentar de forma saudável muitas vezes é uma dificuldade. Carlos Ribeiro, 30, e Leonardo Stecanella, 25, viram nessa carência uma oportunidade de negócio: a entrega de frutas nos locais de trabalho.

Três anos depois de criar o delivery Snack Frutas em São Paulo (SP), a empresa já consegue faturar R$ 80 mil por mês. No segundo semestre de 2011, o negócio cresceu 40%. A meta para o primeiro semestre de 2012 é expandir o faturamento em 60%.

Todos os dias pela manhã, a Snack Frutas leva várias cestas com frutas frescas e lavadas, prontas para o consumo, às empresas. “As cestas contêm bananas, maçãs, pêras e outras frutas da época. São fáceis de serem consumidas e o funcionário pode comê-las enquanto trabalha, sem perda de produtividade”, afirma Ribeiro.

Os pedidos podem ser feitos pelas empresas ou por grupos de funcionários, que firmam um contrato estabelecendo as datas, horários de entrega e quantidade de frutas nas cestas. Não é possível, no entanto, fazer pedidos avulsos. “O cliente nos informa o número de funcionários e nós montamos e sugerimos um cardápio personalizado”, diz.

Modelo de negócio foi adaptado da Europa

Ribeiro afirma que sempre desejou ter um negócio próprio. Ele e o sócio, que cursavam a faculdade de publicidade e propaganda juntos, foram pesquisar e perceberam que na Europa o consumo de frutas estava em crescimento.

Por lá, já existiam empresas que entregavam frutas diretamente nos escritórios e a dupla pensou em adaptar o modelo para o Brasil. “Durante nossa pesquisa, não encontramos ninguém que oferecesse este serviço por aqui. Fomos os pioneiros”, declara.

Planejamento é fundamental

Monte um bom plano de negócios. Estude sobre o segmento no qual deseja entrar e tenha paciência para alcançar os frutos do trabalho”, Carlos Ribeiro, sócio-diretor da Snack Frutas.

Segundo o empresário, já existe uma boa demanda para este serviço, mas ainda falta no mercado empresas especializadas. Em alguns casos, a própria Snack Frutas não consegue absorver os pedidos.

“Um cliente nosso com filial no Rio de Janeiro queria que entregássemos frutas também no escritório de lá. Tentamos um parceiro, mas não encontramos nenhum e a empresa continua órfã deste serviço.”

Empresa cresceu 40% no último semestre

A falta de concorrentes diretos, de acordo com Ribeiro, é um dos motivos que impulsionaram o crescimento do negócio. Já são dez funcionários contratados, na maioria entregadores, e uma frota própria de quatro veículos.

Mensalmente, são entregues, em média, 1.500 cestas de frutas para mais de 30 clientes no centro expandido da capital paulista, o que totaliza cerca de 5.000 frutas distribuídas.

De acordo com Ribeiro, até o final de 2012, a empresa deve atender também a região de Alphaville, em Barueri (SP). “Vamos adquirir mais dois carros para ampliar as entregas.”

Congestionamentos e sazonalidade são dificuldades

Segundo o empresário, o trânsito na capital paulista é um dos principais problemas enfrentados. As entregas são feitas por automóveis e não há a possibilidade de utilizar motoboys.

Outra dificuldade é o clima nas regiões onde as frutas são cultivadas. Se uma seca atingir uma área de cultivo de banana, por exemplo, a Snack Frutas não pode elevar o valor do serviço após a assinatura do contrato.

“Se por algum motivou houver uma elevação no preço das frutas, não posso repassá-lo ao cliente. Neste caso, tenho de arcar com o prejuízo”, afirma.

Mesmo diante de alguns obstáculos, o sócio-diretor diz que já adquiriu know how de mercado e pretende transformar a empresa em uma franquia. “O nosso negócio é frutas e temos de ser especialistas no assunto.”

Fonte: Uol

Mercado de alimentação é destaque entre os bons negócios para 2012

Brasileiro gasta até 30% da renda com alimentação fora de casa.
Curso ensina a fazer pizzas inovadoras, como couve e repolho.

Matéria muito interessante sobre o ramo de alimentação apresentada no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios – PEGN.

O brasileiro gastará, este ano, em média, até 30% de sua renda com alimentação fora de casa. Redes de franquia são as que mais investem nesse setor. E também existem cursos que preparam empreendedores para atuar nesse mercado.

Esta escola ensina a montar restaurantes. A aula de hoje é sobre pizza, um dos pratos mais populares do Brasil.

“Sempre gostei de pizza, queria abrir uma pizzaria, a gente fez o curso aqui buscando as novas técnicas…

Um pouco diferente do tradicional, conta o aluno Marcelo Aiello. O objetivo é entrar no negócio com o pé direito.

Existem tantas pizzarias por aí, que o empreendedor corre o sério risco de ser apenas mais um no mercado. A saída é fazer pizzas diferentes, inovadoras – por exemplo, com massa de chocolate, pizza de couve e pizza de repolho.

O chef e empresário Ronaldo Ayres montou um centro de treinamento em 2006. Duzentos e quarenta alunos se formam no local todo mês. O curso custa R$ 500 em uma semana de treinamento. Ayres dá as receitas, mostra as técnicas e a gestão do negócio.

O segredo de uma pizzaria é a chamada administração do lixo. É aqui que o lucro do negócio pode ir embora. A estratégia é aproveitar 100% de tudo. Por exemplo, o manjericão. Eu tiro todas as folhas dele, e vai me sobrar o talo, e aí eu faço a mistura dos talos, com sal e azeite, e me dá um molho pesto. E é muito comum também. Quando a gente pede pro colaborador tirar o olhinho do tomate, ele vai lá e tira uma tampa do tomate. Numa caixa de 30 kg eu perco 2 kg, corresponde a 10 % e isso vai pro lixo. Juntando todos esses processos, no final do ano, eu consigo comprar um carro popular pra mim”, conta Ayres.

O empresário garante: é preciso aprender a ganhar dinheiro com pizza. Farinha, fermento, sal, óleo e água. A base é conhecida como massa pobre, uma matéria prima muito barata.

E aqui está a receita mais lucrativa de uma pizzaria. Faça uma massa fininha, uma folha de papel. Coloque um pouquinho de parmesão em cima, asse, e você tem o crostini. Um pedacinho de massa faz uma cesta do produto. Ele custa para o dono da pizzaria R$ 0,30. É vendida na mesa por oito reais. Um lucro de mais de dois mil por cento.

No serviço de delivery de pizza, atenção: a entrega deve ser feita em no máximo 30 minutos. A estratégia é pré-assar as massas e só cobrir na hora do pedido. O forno esteira também ajuda. Custa R$ 23 mil – você coloca a pizza de um lado e ela sai pronta do outro, em dois minutos e meio.

“Elimina a dificuldade da mão de obra, tem um computador todo programado, sai a pizza com qualidade e na altura que você precisa“, conta o empresário.

Uma receita lucrativa do chef é a pizza de chocolate. A massa é de farinha de trigo e chocolate em pó, na proporção de cinco para um. Em cima, rodas de chocolate em pasta – preto e branco. Com um palito, o chef risca a cobertura em sentidos contrários. Para a arte final, morangos e licor de menta.

“É uma pizza que você come com os olhos, muito bonita, você vai passar nas mesas até chegar na própria mesa do cliente. Hoje, pode vender de R$ 28 até R$ 60“, conta ele.

No Brasil, os números do setor de fast food impressionam. No horário das refeições, 27 milhões de pessoas estão fora de casa. Todos os negócios de fast food faturam R$ 60 bilhões por ano no país e geram 1 milhão de empregos diretos e indiretos.

Franquias
Pedro Morganti é o franqueador da rede de uma rede de pizzarias. Tem três lojas próprias em São Paulo e dois franqueados. O negócio foi montado para atrair quem come de segunda a sexta fora de casa. No loca, se vende pizzas em pedaços e os clientes escolhem entre 19 sabores. A estratégia dele é que a pizza seja encarada como um almoço.

“Aqui o pessoal, em média, come 2 ou 3 pedaços e sai daqui almoçado, volta para o trabalho satisfeito normalmente“, conta Morganti.

Marcelo Alvarez, franqueado da rede, estruturou o processo. Para a loja oferecer rapidez, todos os dias pela manhã a pizza vendida é pré-assada e vai para a vitrine, encher os olhos do consumidor que tem pouco tempo.

“Quando ela está pré-assada fica muito mais bonita, com atrativo, fica com cara bem gostosa, mesmo”, diz Alvarez.

Assim que o cliente faz o pedido, o produto volta para o forno e termina de assar. Em dois minutos, está na mesa do cliente. “No meio do trabalho, deu uma fominha, você consegue ir, porque eles ficam abertos em horários mais longos”, diz a cliente Janaína Calonga.

Existe ainda outra condição para atrair esse cliente: o preço. Quem come fora todo dia faz as contas no fim do mês.

“Às vezes 1, 2 reais a mais, que um funcionário gaste para comer fora, todo dia, no fim do mês, fim do ano, se for analisar essa conta, e ele faz essa conta, faz diferença e às vezes que ele mude de local de alimentação”, diz o consultor Paulo Ancona.

Para montar uma franquia de pizza em pedaços, o investimento é de R$ 300 mil. Inclui taxa de franquia, reforma da loja, capital de giro e estoque. A previsão de faturamento é de R$ 70 mil por mês, com lucro de 15% a 20%.

“A velocidade da vida moderna, a dificuldade no trânsito nas grandes cidades, a oportunidade de novos como o sistema de franquia trás para se abrirem negócios de alimentação, que hoje é um atrativo muito grande. Existe uma demanda muito grande e esse ciclo vai se movimentando. É uma tendência com certeza e vai continuar”, diz o consultor Ancona.

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